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Baile de Outono

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Julho 18, 2008

Ao anoitecer quando o céu escurece, as janelas são iluminadas pelo brilho azul das televisões. Mati, um jovem escritor, vive sozinho no apartamento depois da sua mulher o deixar pelo seu amigo. O barbeiro August Klask é um solteiro mais velho com uma vida monótona. Ele corta cabelo, varre o chão depois, começa-se a afeiçoar por uma miudinha quando volta para casa. A mãe da miúda, Laura, vê muita televisão e recusa todas as abordagens de homens.
O arquitecto Maurer está satisfeito com a sua vida em Lasnamae, vê o estilo de vida como uma coisa que inevitavelmente acompanha o progresso. A sua mulher ao invés aliena-se e encontra conforto em Theo, o segurança, um autodidacta de forte personalidade.
Baile de Outono é um filme sobre as diferentes formas de solidão. O filme é também a tentativa poética de extrapolar ou generalizar a nossa condição de existência; de encontrar a soma dos diferentes ângulos ou de algo maior do que a própria soma. [IOL Cinema]

Baile de Outono

Ano de produção: 2008
Título Original: Sügisball
Realizador: Veiko Õunpuu
Argumento: Veiko Õunpuu
Actores: Rain Tolk, Tavi Eelma, Sulevi Peltola, Tina Tauuraite
Género: Drama

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1 Comentario, Comente ou Ping

  1. A curiosidade perante cinematografias desconhecidas em Portugal ( e a Estónia é um bom exemplo) levou-me a ver este “Baile de Outono”, que penosamente se arrastou por perto de duas horas.

    Pontos positivos no filme: uma boa direcção de fotografia, boa montagem, bom som, actores que revelam recursos na composição de personagens.

    Então, o que o faz naufragar, na minha opinião?
    Falta-lhe o golpe de asa de que falou o poeta Mário de Sá-Carneiro. E não é por se citar Pessoa que o pendor pseudo-filosófico do filme pode salvar uma obra que não consegue deixar de ser pesada.

    Bergman é explicitamente citado; notam-se as influências do ritmo narrativo do finlandês Aki Kaurismaki; o estilo fragmentário de um Robert Altman.
    Mas o todo falha. Porque as ideias expressas não ultrapassam a banalidade e o cinéfilo militante não encontrará nenhuma surpresa ao longo do filme.

    O registo dramático (dominante) não é bem misturado com as tiradas de algum humor que aparecem no filme. O que em Kaurismaki é mestria, neste “Baile de Outono” transforma-se em aborrecimento.

    E a universalidade de temas como a solidão e as dificuldades do amor passam pelo filme sem emocionar o espectador, arrastando-se num longo bocejo.

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