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	<title>Comentários em: Baile de Outono</title>
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		<title>Por: Luís Graça</title>
		<link>http://www.grande-ecra.com/2008/07/18/baile-de-outono/comment-page-1/#comment-169</link>
		<dc:creator>Luís Graça</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 06:22:42 +0000</pubDate>
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		<description>A curiosidade perante cinematografias desconhecidas em Portugal ( e a Estónia é um bom exemplo) levou-me a ver este &quot;Baile de Outono&quot;, que penosamente se arrastou por perto de duas horas.

Pontos positivos no filme: uma boa direcção de fotografia, boa montagem, bom som, actores que revelam recursos na composição de personagens.

Então, o que o faz naufragar, na minha opinião?
Falta-lhe o golpe de asa de que falou o poeta Mário de Sá-Carneiro. E não é por se citar Pessoa que o pendor pseudo-filosófico do filme pode salvar uma obra que não consegue deixar de ser pesada.

Bergman é explicitamente citado; notam-se as influências do ritmo narrativo do finlandês Aki Kaurismaki; o estilo fragmentário de um Robert Altman.
Mas o todo falha. Porque as ideias expressas não ultrapassam a banalidade e o cinéfilo militante não encontrará nenhuma surpresa ao longo do filme.

O registo dramático (dominante) não é bem misturado com as tiradas de algum humor que aparecem no filme. O que em Kaurismaki é mestria, neste &quot;Baile de Outono&quot; transforma-se em aborrecimento.

E a universalidade de temas como a solidão e as dificuldades do amor passam pelo filme sem emocionar o espectador, arrastando-se num longo bocejo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A curiosidade perante cinematografias desconhecidas em Portugal ( e a Estónia é um bom exemplo) levou-me a ver este &#8220;Baile de Outono&#8221;, que penosamente se arrastou por perto de duas horas.</p>
<p>Pontos positivos no filme: uma boa direcção de fotografia, boa montagem, bom som, actores que revelam recursos na composição de personagens.</p>
<p>Então, o que o faz naufragar, na minha opinião?<br />
Falta-lhe o golpe de asa de que falou o poeta Mário de Sá-Carneiro. E não é por se citar Pessoa que o pendor pseudo-filosófico do filme pode salvar uma obra que não consegue deixar de ser pesada.</p>
<p>Bergman é explicitamente citado; notam-se as influências do ritmo narrativo do finlandês Aki Kaurismaki; o estilo fragmentário de um Robert Altman.<br />
Mas o todo falha. Porque as ideias expressas não ultrapassam a banalidade e o cinéfilo militante não encontrará nenhuma surpresa ao longo do filme.</p>
<p>O registo dramático (dominante) não é bem misturado com as tiradas de algum humor que aparecem no filme. O que em Kaurismaki é mestria, neste &#8220;Baile de Outono&#8221; transforma-se em aborrecimento.</p>
<p>E a universalidade de temas como a solidão e as dificuldades do amor passam pelo filme sem emocionar o espectador, arrastando-se num longo bocejo.</p>
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